Trava-Línguas Letras B, D e R

Escute a pronúncia do Português Europeo de Portugal.  Você pode perceber a diferença com o Português Brasileiro?

Português ComunicAtivo Unidade de Aprendizagem 4

O Mundo das Palavras

Nível A1do QECR


Trava-Línguas
Os pequenos textos que nesta página se dão a conhecer são denominados trava-línguas e têm a função de aperfeiçoar a pronúncia, além de divertirem quem os lê.
Trava-línguas são conjuntos de palavras de som semelhante que formam frases de difícil pronúncia.

Leia os textos que se transcrevem nesta página e ouça-os, clicando na imagem da direita. Procure seguir, ao mesmo tempo, os trava-línguas transcritos à esquerda. Leia os textos, apoiando-se nas letras B, D e R, exagerando-os, batendo-os bem e com força. Num segundo momento, leia naturalmente os mesmos textos. Aproveite para seguir os conselhos do professor Amilcar Martins, autor deste documento audiovisual

B

À boca de um beco
Na bica do Belo
Um bravo cadelo
Berrava: báu, báu.

Um bêbado, um botas
De bolsa e rabicho
Embirra c’o bicho,
Bateu-lhe co’um pau.


Foi grande a balbúrdia,
A turba se ria,
O bruto bramia,
E o broma a bater!

D

Um doido destes de pedras,
Por nome Andrónico André,
Casado com Dona Aldonça,
Que em vez de dois, tinha um pé.

R

O rato roeu a rolha da real garrafa do rei da Rússia!

O Rato roeu a rica roupa do rei de Roma!
E a rainha raivosa rasgou o resto
e depois resolveu remendar!

A aranha arranha a rã
A rã arranha a aranha
Nem a aranha arranha a rã
Nem a rã arranha a aranha.

Uma aranha dentro de uma jarra.
Nem a jarra arranha a aranha
nem a aranha arranha a jarra.

O livro raro traz tais trechos
que rapidamente se o rasga.

via Trava-Línguas Letras B, D e R

Você sabe resolver esta questão de português para concurso? | EXAME.com

Assinale a alternativa em que o pronome destacado está empregado de acordo com a norma-padrão.

(A) O mundo conhece a paz graças aos povos, governos, classes sociais e indivíduos, cuja luta a garante.
(B) O direito é uma força viva, onde os homens batalham incessantemente para manter.
(C) A Justiça tem numa das mãos uma balança, cuja representa a garantia de que o direito será pesado, ponderado.
(D) A luta garante a conquista dos direitos da humanidade, o qual os princípios mais importantes dela foram atacados.
(E) Há milhares de indivíduos onde a sua vida se desenvolve tranquilamente e sem obstáculos.

via Você sabe resolver esta questão de português para concurso? | EXAME.com.

120 Pegadinhas em Língua Portuguesa – Tudo Sobre Concursos

Pegadinha 1

Ela quer se aparecer. 

 

Termo muito usado e completamente errado. Certos verbos são essencialmente pronominais como suicidar-se, por exemplo. Outros, porém, jamais podem ser usados com pronomes, como os verbos da dica anterior, simpatizar ou  antipatizar.

Trazemos um desses verbos que jamais são usados com pronome, que é o verbo aparecer. Esse é um típico verbo intransitivo. Não admite voz reflexiva, objetos de espécie alguma. Não se pode aparecer ninguém e, também, aparecer a si mesmo. Escreve-se corretamente, assim:

 

Ela quer aparecer. 

Pegadinha 2

 

São os banqueiros que acabam lucrando.

Neste tópico de dicas de português para concursos, a expressão é que não é genuinamente um verbo. Trata-se simplesmente de uma locução de realce, que a usamos, evidentemente, para dar destaque à ideia expressa na frase.

Por tratar-se de um mero adorno frasal, essa locução é totalmente dispensável sem prejuízo para o sentido da oração. Exemplo: É os banqueiros que acabam lucrando. = Os banqueiros acabam lucrando. (A igualdade é de significação, é lógico.)

Mais exemplos:

Só nós dois  é que sabemos o quanto nos queremos bem. (Letra de canção portuguesa.) Seria ridículo dizer: Só nós dois somos que sabemos o quanto nos queremos bem. A frase original pode ser escrita, sem nenhum prejuízo para a sua significação: Só nós dois sabemos o quanto nos queremos bem.

É eles  que representarão o presidente. Essa frase está correta. Estaria incorreta se fosse escrita assim:  São eles que representarão o presidente. Se eliminarmos do contexto a expressão de realce  é que, veremos que o sentido é o mesmo:  Eles representarão o
presidente.

Muito cuidado! Nas questões de português, sobre concordância verbal, as organizadoras de vestibulares e concursos públicos costumam usar, de vez em quando, frases desse tipo, induzindo o vestibulando ou concursando a considerá-las incorretas.

Concluindo, indicamos como escrita correta da frase do topo a seguinte construção:

É os banqueiros que acabam lucrando.

ou

Os banqueiros é que acabam lucrando.

Lembrar: é que – é uma locução de realce.

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Veja a utilização do diminutivo e do aumentativo – 16/02/2005 – Resumos | Língua portuguesa

Era uma velha sequinha que, doce e obstinada, não parecia compreender que estava só no mundo.” É assim que Clarice Lispector nos apresenta a personagem principal do conto “Viagem a Petrópolis”, para logo adiante acrescentar que atendia pelo nome de “Mocinha”. Outro seria o efeito se a escritora afirmasse tratar-se de uma “velha seca”.

Ao empregar o sufixo de grau diminutivo, além de intensificar a característica, a autora reforça a ideia de docilidade presente na descrição e retomada no nome da personagem, também um adjetivo acrescido do sufixo “-inha”.

O uso do diminutivo é um recurso próprio da linguagem afetiva e, portanto, largamente encontrado na fala. A mãe que tenta convencer a criança a comer oferece-lhe um “bifinho”, uma “sopinha”. A comida caseira também é lembrada com carinho: uma “farofinha”, um “feijãozinho”.

Além de expressar noções positivas, pode o diminutivo conter carga negativa. Quando a palavra em grau normal denota coisa triste ou lamentável, o sufixo “-inho” traduz simpatia (pobrezinho, doentinho). Mas, quando ela tem sentido desfavorável, o sufixo conota “atenuação tolerante” (feinho, bobinho). Há sufixos de diminutivo cuja força depreciativa é flagrante. Um “jornaleco” jamais será um grande jornal.

O sentido depreciativo, entretanto, é associado geralmente aos sufixos de aumentativo. O tamanho excessivo é visto como algo feio e desproporcional. A ninguém agradará ouvir que tem um “narigão” ou um “cabeção”. Se o sufixo “-ão” indicar agente de ação, a expressão assumirá claro sentido pejorativo. Não será nada elogioso chamar alguém de “fujão” nem de “mandão”.

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Ultimamente tais sufixos têm sido usados para apelidar estabelecimentos comerciais, como “varejão” ou “sacolão”. São muitos os casos em que os diminutivos e aumentativos tiveram neutralizada a informação de tamanho, adquirindo novos significados. “Portão” e “cartão” já não remetem a grau aumentativo; “camisinha” não é uma camisa pequena; “folhinha” é sinônimo de calendário; “caninha” é aguardente de cana; “camarim”, diminutivo de câmara, tem uso específico.

Tal esvaziamento de sentido é mais observável entre os diminutivos de origem erudita, que carregam o sufixo “-ulo” (célula/cela, cutícula/cútis, glóbulo/globo, fascículo/feixe, óvulo/ovo). A própria palavra “óculos”, de origem latina, ao pé da letra, quer dizer “olhinhos”, assim como “ósculo”, hoje sinônimo de beijo, é um diminutivo de boca, indicando o formato dos lábios de quem joga um beijo de longe. Que tal uma pausa para um “cafezinho”?

*Thaís Nicoleti de Camargo é consultora de língua portuguesa da Folha

via Veja a utilização do diminutivo e do aumentativo – 16/02/2005 – Resumos | Língua portuguesa.