Por que é tão difícil mudar nossos hábitos?

portugues_vi_skype_2017_2

Por que é tão difícil mudar nossos hábitos?

por paulomachado

Eis uma pergunta intrigante, não é? Muitos tentam, poucos conseguem. Por que? Há várias razões. Mas podemos dizer que talvez o maior culpado seja: a parte mais antiga de nosso cérebro. Aí que está a chave para encontrar a explicação dessa força inconsciente que nos domina e é mais poderosa que nossa força de vontade, que o nosso desejo de mudar.

Em seu livro “Uma vida que vale a pena”, Jonathan Haidt faz uma analogia muito interessante comparando nosso cérebro à cena de um elefante e um condutor. O elefante corresponde à parte mais primitiva do nosso cérebro responsável pelos hábitos (inconsciente, não requer esforço, automático, nunca cansa…) enquanto que o condutor representa o neocórtex pré-frontal, área mais avançada que lida com o raciocínio lógico (consciente, gasta muita energia, delibera, cansa rápido…).

Então, toda vez que queremos mudar um hábito: fazer uma dieta, manter a casa arrumada, ler etc., o condutor assume o controle temporariamente. Porém, o que acontece cedo ou tarde? Ele eventualmente cansa e o elefante assume o controle novamente. Então, em primeiro lugar, não se culpe se fracassou na empreitada de criar uma nova rotina para si – culpe seu elefante!

Mas, se o elefante é muito mais forte, qual é a chave então?

Aprender a domar o elefante! E como fazer isso?

Aqui estão algumas técnicas que poderão aumentar bastante as suas chances de sucesso.

1. Tenha um plano

A primeira e mais importante de todas as coisas é pensar estrategicamente. Você deve se preparar antes da mudança, deve elaborar um plano antes de entrar em ação. A grande maioria esquece dessa parte fundamental e simplesmente diz: “Segunda eu começo uma dieta”.

Qual é a chance de isso dar certo? A mesma de você casar com alguém que não conhece e ser feliz. Aliás, qual é a chance de qualquer projeto dar certo sem ter sido antes planejado?

A mudança de hábito também é um projeto em sua vida e deve ser encarada como tal. Só essa mudança na sua forma de enxergar já fará enorme diferença. Antes de agir, pare, pense, estude, planeje, vá atrás de uma estratégia inteligente e aí sim inicie a mudança que deseja. Em outras palavras, entre em campo preparado para ganhar…

2. Não confie na sua força de vontade

Um grande erro que as pessoas cometem é achar que a força de vontade sozinha é suficiente. Pode até ser em alguns casos onde a pessoa tem um propósito extremamente profundo ou uma motivação descomunal para causar a mudança, mas, para a grande maioria das pessoas, isso apenas não será suficiente.

Por que? Simplesmente porque a sua força de vontade é um recurso limitado, a energia do condutor cedo ou tarde se esvai e ele cansa. É como a bateria do seu celular. Quando ela está cheia, tudo bem…

Entretanto, no seu dia a dia, várias coisas vão drenando essa energia – inclusive o esforço necessário para implementar a nova rotina. Então, a bateria vai acabando até que chega um ponto em que ela acaba e você fica sem energia para seguir adiante com o plano.

3. Uma mudança por vez

Já que o recurso que você possui é limitado, nada mais sensato do que utilizá-lo inteligentemente. Para fazer isso, você deve concentrá-lo em uma única mudança de cada vez. Não tente começar a caminhar de manhã, escrever um blog e tocar violão ao mesmo tempo.

Isso também vale para quando você quiser se livrar de maus hábitos como fumar, acessar compulsivamente o celular ou dormir mais do que precisa. Priorize, defina aquilo que é mais importante na sua vida neste momento.

Pergunte-se: Qual é o hábito que se eu perder (ou adquirir) terá o maior impacto positivo em minha vida neste momento? E comece por aí! O segredo está no foco e na consistência.

Leia na íntegra: http://paulomachado.com/2016/09/por-que-e-tao-dificil-mudar-nossos-habitos/

 

Re:Bit | Projeto secreto do Google usa drones para transmitir internet 5G

via Re:Bit | Projeto secreto do Google usa drones para transmitir internet 5G.

Como turbinar seu cérebro

Exercitar a mente não vai transformar um asno num Einstein, mas pode dar uma forcinha para nos deixar mais espertos. Veja o que fazer nesta portagem da Super Interessante

Leia mais sobre isso em:

Aprender uma segunda língua é difícil? Pode ser culpa da anatomia do seu cérebro

O formato cerebral pode definir se você terá mais facilidade com um novo idioma, mostra essa pesquisa realizada no Canadá

Cerebro_0_0
Reprodução

 

Cada partezinha do cérebro o faz desempenhar habilidades específicas; e essas habilidades mudam de pessoa para pessoa. Uma condição anatômica, que pode influenciar até na hora de aprender um novo idioma.

Segundo pesquisadores da Universidade de McGill, no Canadá, a anatomia cerebral pode definir se você terá mais facilidade ao falar, ou mais tranquilidade ao ler e entender um idioma diferente.

Durante três meses, 15 adultos falantes de inglês foram submetidos a um curso intensivo para aprender francês. Antes e depois das aulas, os avaliados tiveram os cérebros mapeados por meio de ressonância magnética, assim como demonstraram o quão fluente estavam no novo idioma, também antes e após o curso

Com o escaneamento, os cientistas analisaram duas regiões do cérebro. Primeiro, a parte responsável pela fluência ao falar. Depois, a área cerebral que utilizamos na hora de falar e pronunciar palavras. Cada uma dessas partes foi estudada para saber o quanto elas interagiam fisicamente com outros cantos do cérebro humano.

Voilà! Ao fim do curso, aqueles que possuíam interação física mais intensa da região responsável pela fala, conseguiram pronunciar palavras em francês sem errar. Já quem possuía a área cerebral mais ativa para a leitura foi capaz de ler o novo idioma com mais agilidade.

Segundo os professores Xiaoqian Chai e Denise Klein, que encabeçaram o estudo, esses fatores explicam a facilidade (ou dificuldade) que estudantes costumam ter na hora de dominar um novo idioma. Mas, embora anatomia seja uma justificativa boa, eles também alertam que o “cérebro aprende com a experiência”, portanto o jeito é não deixar de estudar.

Fonte: http://super.abril.com.br